EDITORIAL

Perfaz esse espaço de produção intelectual não apenas um caminho de propagação de idéias materializadas em várias defesas de Trabalhos de Cursos de Graduação e Pós-Graduação, mas, principalmente, um espírito coletivo de realização e concretização de ciência social vinculada a problemas referentes à grande área de Humanidades.
Se há uma posição aqui possível de ser associada ao Editorial talvez seja a de inexistência de um rigor conceitual metodológico como premissa básica e constitutiva para aplicação e resultado de uma ciência. “O método é tão infinito como a própria ciência”, já ensinava Eugen Ehrlich no século XIX.
Somos positivistas, analíticos, estruturalistas, materialistas, fenomenólogos, dialéticos, lógicos, holistas, etc.
A verdade e certeza tão buscada nas ciências naturais já nos trouxeram enormes avanços, mas também muitos retrocessos - bomba atômica e poluição. Não se pretende negar as Luzes, mas também não se pode olvidar de seus fracassos. O cientificismo tem seus limites, como demonstra John Horgan em “O fim da ciência”, mas não implica isso em uma descrença em suas potencialidades, apenas “avisa” sobre balizamentos éticos importantes para a atualidade na interpretação do mundo.
A Revista Societas surge compromissada com a seriedade e profundidade que a incerteza encerra nas mais recônditas reflexões curiosas de nossos colaboradores. A ousadia aqui pretendia é intuirmos a incerteza, clareá-la e apresentá-la. Não se tem a pretensão de propugnar por quaisquer certezas científicas, por que a ciência não se constrói a partir do “sabido”, mas do cotidiano indefinido a ser apresentado com uma dose de (des)ordem.
Societas materializa o espírito de jovens entusiastas do Direito incucados com as incertezas sociais assoladoras da atualidade. Sociedade/Societas é o objeto principal que pretendemos associar a várias colaborações a respeito da apresentação de muitas incertezas.
Em colaboração e solidariedade com a Coordenação da Revista assinam o Conselho Editorial professores renomados, entre os quais: Prof. Dr. Delamar Volpato, Prof. Dr. Nildo Ouriques, Prof. Dr. Cláudio Ladeira, Prof. M.Sc. Isaac Reis, Prof. Dr. Guilherme Soares, Prof. M.Sc. Antonio Armando e Prof. M.Sc. Margareth Krause. Ainda agregar-se-ão outros professores vinculados a demais áreas do conhecimento social, entre as quais: Planejamento, Serviço Social, Antropologia e Teologia. Os cientistas pertencentes ao atual Conselho atendem as seguintes áreas: Direito, Economia, Sociologia, Filosofia, Educação e Ciência Política.
As edições que lançam a Societas congregam pesquisas realizadas, em sua maioria, por Graduandos e Pós-Graduandos em Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT – em diferentes períodos, entretanto está aberta a publicação de todas as áreas acima indicadas e por todo território nacional. Os artigos publicados consistem nas melhores produções que passaram por banca examinadora da UNEMAT, seja no âmbito de graduação ou especialização. Todas as reflexões foram devidamente reenviadas a seus autores, para redução de laudas e adaptações em forma de artigo que devem estar adequadas às normas de publicação da Societas.
Todos os artigos são contribuições de jovens entusiastas de suas respectivas áreas de atuação, refletindo situações-problemas sociais que os afligem em suas incertezas. Por essa razão a Societas agradece imensamente os colaboradores e impulsionadores dessa iniciativa editorial. Indubitavelmente, sem a contribuição de várias pessoas esse projeto não se materializaria, entre os quais a José Humberto Pinto, Valter Danzer, Edgar Bortoletto, Maria Margareth Albuquerque Krause de Albuquerque, a todos os conselheiros e especialmente, ao grande e saudoso amigo de caminhada, in memoriam, Ronaldo Mattos Krause.
Obrigado a todos(as),e sejam muito bem vindos à Revista Societas!

Antonio Armando Ulian do Lago Albuquerque
Coordenador Editorial